Chega a ser clichê dizer que precisamos defender e garantir uma Educação que seja efetivamente pública, de qualidade e democrática. Pelo menos é o que parece por ocasião das quase duas décadas de discussão entre aqueles que professam repetidamente esta concepção e aqueles que visceralmente a repudiam.
Ocorre que não é possível avançar, na construção de uma sociedade menos desigual, ignorando o papel que o Sistema Educacional Público tem a desempenhar na pós-modernidade: socializando o conhecimento, contribuindo com o acesso à cidadania, favorecendo e não obstaculizando a autonomia, a iniciativa e as utopias das gerações que hoje transitam pela escola pública.
Não é de forma alguma possível melhorar quaisquer indicadores sociais, econômicos, políticos e culturais sem pensar e construir, séria e responsavelmente, também uma educação pública que atenda às necessidades dos novos tempos.
Pois que a escola pública que conhecemos tem perdido a vanguarda na difusão do conhecimento é por demais óbvio. Que anda desacreditada e desvalorizada chega a ser elementar.
E é ainda, com esta forma de organizar o processo de ensino-aprendizagem a olhos vistos “fracassante” que nos debatemos, trabalhadores em educação, educandos, demais segmentos da comunidade escolar, muitas vezes desorientados sem saber ao certo o que fazer para emergir e respirar uma outra escola, um outro processo educacional.
Pois o Fórum Permanente da Educação de Gravataí ocorre para que possamos conduzir o processo e o debate sobre a escola que temos e a escola que queremos. Faz-se necessário que atuemos como agentes do processo da mudança, inclusive introduzindo a discussão das questões que pareçam importantes e não se fazem contempladas pelo Fórum.
O espaço para a discussão está colocado. A possibilidade de envolver a sociedade é pedagógica. O debate educacional, construtivo. Que a comunidade escolar da rede municipal de ensino de Gravataí possa se apropriar desta proposta de participação e construção coletiva de uma escola melhor. Uma escola que, para além de qualquer clichê, possa perceber-se com os pés no presente o olhar no futuro e a mudança nas mãos.
Paulo César Machado
Professor na E.M.E.F. Paulo Freire.
Pós-graduando em Supervisão Educacional
Panorama Pós-moderno tem por objetivo apresentar artigos que tenham sido publicados por este autor em jornais ou que simplesmente sejam a expressão do desconforto causado por opiniões com estatuto de produção científica no campo da teoria social, da educação, da sociologia, da história, da economia.Visa também publicizar produção acadêmica resultante de pesquisa orientada em cursos já realizados ou em andamento.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário