quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FÓRUM PERMANENTE DA EDUCAÇÃO DE GRAVATAÍ

Chega a ser clichê dizer que precisamos defender e garantir uma Educação que seja efetivamente pública, de qualidade e democrática. Pelo menos é o que parece por ocasião das quase duas décadas de discussão entre aqueles que professam repetidamente esta concepção e aqueles que visceralmente a repudiam.
Ocorre que não é possível avançar, na construção de uma sociedade menos desigual, ignorando o papel que o Sistema Educacional Público tem a desempenhar na pós-modernidade: socializando o conhecimento, contribuindo com o acesso à cidadania, favorecendo e não obstaculizando a autonomia, a iniciativa e as utopias das gerações que hoje transitam pela escola pública.
Não é de forma alguma possível melhorar quaisquer indicadores sociais, econômicos, políticos e culturais sem pensar e construir, séria e responsavelmente, também uma educação pública que atenda às necessidades dos novos tempos.
Pois que a escola pública que conhecemos tem perdido a vanguarda na difusão do conhecimento é por demais óbvio. Que anda desacreditada e desvalorizada chega a ser elementar.
E é ainda, com esta forma de organizar o processo de ensino-aprendizagem a olhos vistos “fracassante” que nos debatemos, trabalhadores em educação, educandos, demais segmentos da comunidade escolar, muitas vezes desorientados sem saber ao certo o que fazer para emergir e respirar uma outra escola, um outro processo educacional.
Pois o Fórum Permanente da Educação de Gravataí ocorre para que possamos conduzir o processo e o debate sobre a escola que temos e a escola que queremos. Faz-se necessário que atuemos como agentes do processo da mudança, inclusive introduzindo a discussão das questões que pareçam importantes e não se fazem contempladas pelo Fórum.
O espaço para a discussão está colocado. A possibilidade de envolver a sociedade é pedagógica. O debate educacional, construtivo. Que a comunidade escolar da rede municipal de ensino de Gravataí possa se apropriar desta proposta de participação e construção coletiva de uma escola melhor. Uma escola que, para além de qualquer clichê, possa perceber-se com os pés no presente o olhar no futuro e a mudança nas mãos.

Paulo César Machado
Professor na E.M.E.F. Paulo Freire.
Pós-graduando em Supervisão Educacional

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