Vivemos um tempo em que a motivação do profissional da educação, principalmente em sala de aula, há muito tempo deixa de ser um desdobramento apenas de sua própria reação psicológica.
Um conjunto considerável de fatores tenciona e condiciona essa atitude mental que interfere no bom desempenho de educadores e educadoras, e em sua responsabilidade social por um projeto pedagógico de qualidade e alto nível.
Não é possível discutir e propor mudanças para uma ininterrupta qualificação da Educação Formal sem fazer-se a reflexão sobre fatores motivacionais.
Grosso modo, as estratégias utilizadas pelas mantenedoras ou direções de escola Têm se resumido a palestras ou dinâmicas nada eficientes, e que buscam cumprir mera formalidade.
Em contrapartida, exige-se cada vez mais do educador – e sem muita fundamentação na Educação Pública – que seja capaz de motivar seus alunos em todos os momentos e situações pedagógicas propostas.
É sabido que muitos são os fatores que interferem na motivação e reprisá-los pode soar como um discurso político mal-intencionado. De resto, em cada novo ano letivo, ficamos muito mais preocupados com fatores como motivação e autoestima do que com fatores como conhecimento, ou inovação, ou habilidades exigidas pelos novos tempos, ou estratégias eficientes de ensino etc.
Não é para menos! A motivação é o estímulo pelo qual optamos por realizar algo. É o resultado de fatores psicológicos e externos, conjuntamente. É a base sobre a qual poderemos erguer uma estrutura sólida e duradoura. De resultados educacionais eficientes.
Pois motivar é preciso! Tão necessário quanto qualquer política pública para a educação. As estatísticas estão aí para comprovar, mas nem precisa tanto: é só olhar nos olhos desses educadores e educadoras para ver que alguma coisa vai mal, que alguma coisa não anda bem!
Paulo César Machado Professor de Historia e Pós-graduando em Supervisão Educacional
Panorama Pós-moderno tem por objetivo apresentar artigos que tenham sido publicados por este autor em jornais ou que simplesmente sejam a expressão do desconforto causado por opiniões com estatuto de produção científica no campo da teoria social, da educação, da sociologia, da história, da economia.Visa também publicizar produção acadêmica resultante de pesquisa orientada em cursos já realizados ou em andamento.